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Método de Estudo

Sentença cível na prova oral: o que os examinadores procuram

Chegar à oral é vitória. Mas a maioria dos eliminados nesta fase comete os mesmos erros. Veja o que a banca avalia e como se preparar nas últimas semanas.

Dr. Renato Albuquerque30 de maio de 20263 min de leitura
Sentença cível na prova oral: o que os examinadores procuram

A prova oral é a etapa mais subjetiva — e a mais temida — do concurso. Ao contrário das fases escritas, aqui o erro pode aparecer no tom, no silêncio, na pressa de responder. E quase ninguém treina isso adequadamente.

O que a banca está realmente avaliando

Examinadores experientes me disseram, fora dos autos, três coisas que olham com lupa:

  1. Capacidade de identificar a controvérsia — você consegue dizer, em uma frase, qual é o problema jurídico?
  2. Honestidade intelectual — você admite quando não sabe? Tenta enrolar?
  3. Postura judicial — fala como alguém que vai julgar, ou como alguém que está sendo julgado?

“Eu não quero o candidato que sabe a súmula. Quero o candidato que, quando não sabe, raciocina em voz alta sem entrar em pânico.”

— Desembargador, examinador titular do TJ-MG, conversa informal

Estrutura de uma sentença cível bem proferida

Quando o examinador entrega o caso e pede para você "sentenciar", a estrutura mental tem que sair pronta:

  1. Relatório enxuto: partes, pedido, contestação, provas produzidas (30 segundos).
  2. Fundamentação por capítulos: para cada pedido, premissas, prova, conclusão.
  3. Dispositivo claro: julgo procedente/parcialmente procedente/improcedente, com fundamentos do art. 487, I do CPC.
  4. Sucumbência: condenação em custas e honorários, observando o art. 85.
Sala de audiência vazia com mesa do juiz ao centro
Sentença oral não é improviso — é estrutura ensaiada e adaptada ao caso.

Os 5 deslizes mais reprovadores

  1. Começar pela tese antes de ter identificado claramente os pedidos.
  2. Citar doutrina sem segurança ("acho que o Marinoni diz isso…"). Se não tem certeza, não cite.
  3. Falar rápido demais por nervosismo — examinador interpreta como insegurança.
  4. Negar o óbvio: se a banca perguntou de novo, é porque você errou. Pare e reconsidere.
  5. Esquecer o dispositivo: muita gente fundamenta lindamente e termina a sentença sem dizer o que está decidindo.

Treine em voz alta, com cronômetro. Grave-se. A diferença entre o candidato que treinou 30 vezes e o que treinou 3 é abissal.

Últimas 2 semanas: o que fazer

Não tente aprender matéria nova. Foque em:

  • Revisar Informativos do STJ dos últimos 6 meses
  • Simular 1 sentença oral por dia (com colega, espelho ou gravação)
  • Revisar o seu próprio currículo e os pontos do edital
  • Dormir bem nas 3 noites anteriores — privação de sono mata a oral

A oral é onde o concurso se decide para metade dos que chegam até ela. Quem encara como continuação do estudo, perde. Quem encara como uma performance ensaiada, passa.

Tags
magistratura
oral
sentença
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audiência
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