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Aprovados

"Estudei 11 meses para a Magistratura — o que eu faria diferente"

Caio começou do zero em janeiro de 2024 e tomou posse em dezembro do mesmo ano. Neste relato sem filtro, ele conta o que mudaria se pudesse começar de novo.

Caio M. — relato editado pela Equipe VadeFocus05 de junho de 20262 min de leitura
"Estudei 11 meses para a Magistratura — o que eu faria diferente"

Este relato foi cedido por Caio M. (nome fictício, a pedido), aprovado no concurso do TJ-PR em 2024. Editado para clareza, mas preservando suas palavras.

Quando comecei, achei que sabia muito


<code>Teste<code>

Sou formado há 6 anos, advoguei em escritório de médio porte, fiz pós em Direito Processual. Quando decidi estudar para Magistratura, em janeiro de 2024, achei que ia ser "só dar uma revisada". Em 3 semanas, descobri que não sabia nada.

“Provas de Magistratura cobram um tipo de conhecimento que a advocacia não exercita. Você precisa saber a lei seca, a súmula, o informativo da semana passada. Advogado vive olhando o código — juiz, em prova, decora.”

— Caio M., aprovado no TJ-PR 2024

O que funcionou

  1. Cronograma rígido: 8h/dia, 6 dias por semana, domingo livre. Sem exceção.
  2. Foco em uma única banca por vez: estudei só com questões da Cespe e provas anteriores do PR.
  3. Anki religioso: 50 novos cards/dia, 200 revisões/dia. Doloroso, mas decisivo.
  4. Pacto com a família: minha esposa segurou tudo em casa por 11 meses. Sem esse apoio, era impossível.
Pessoa estudando com laptop e livros
11 meses de privação contínua. Não recomendo a quem não tem rede de apoio.

O que eu faria diferente

Olhando para trás, três coisas eu mudaria sem hesitar:

  1. Teria começado por questões, não por teoria. Perdi 2 meses lendo manuais de Civil antes de tocar em uma prova. Foi tempo jogado fora.
  2. Teria cuidado da saúde mental desde o início. No 7º mês, tive crise de ansiedade séria. Comecei terapia tarde demais. Faça desde o dia 1.
  3. Não teria me isolado completamente. Perdi casamentos, aniversários, o nascimento de uma sobrinha. Algumas dessas coisas não voltam.

11 meses é uma exceção, não um modelo. A maioria dos aprovados estuda entre 24 e 36 meses. Não use minha trajetória como meta — use como referência do que é possível, no melhor cenário.

E sobre a aprovação em si?

Tomar posse foi anticlimático. Vesti a beca, jurei, voltei para casa e dormi. No dia seguinte fui à vara e percebi: o concurso acaba, mas a carreira está começando. Tudo o que estudei é o piso, não o teto.


“Para quem está começando: estude com método, não com pânico. O concurso não é uma corrida — é uma maratona com cara de corrida.”

— Caio M., 8 meses depois da posse

Se você está pensando em começar, comece. Mas comece com honestidade sobre o custo, com plano realista e com rede de apoio montada. Quase tudo o mais é detalhe.

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